O que é pôr-se a jeito? É fazer tal e qual como este FC Porto fez. Começar soluçante, assentar jogo, encostar o adversário e começar a falhar golos em série, uns mais evidentes do que outros, deixar tudo para a segunda parte, começar a adiar as coisas, sofrer um golo, ficar com menos um jogador, começar a tremer ainda mais, ficar com o mesmo número de jogadores outra vez e falhar, falhar até ao fim! Assim não há invencibilidade que resista!
Entrada forte, tão forte que tudo poderia ter acabado num instante, mas faltou o malvado poder de concretização que distingue as super-armadas das outras. Levado o jogo para a segunda parte, tudo poderia ter acontecido mas chegou a estrela de campeão, que protege e desvia até as bolas fáceis. Fim de jogo com dois golos, já não muito esperados, mas que até já deveriam ter entrado no primeiro tempo. Imbatíveis, espera-os umas merecidas férias, regressem então com a vontade de levar tudo à frente. Porque saíu Falcao ao intervalo? Talvez para apanhar o avião? Podia ter corrido bem mal!
Sem brilho, sem golos de jeito, não apetece dizer nada de um jogo igual a muitos outros. Também acontecem? Está bem, venham os outros depressa que começo a ficar com saudades!
Jogo muito morno, de gestão a todos os níveis, sem muitos motivos para saltar na cadeira. Um golo e mais outro do suspeito do costume. Dos que entraram no onze, destaque para Otamendi que fez um jogo sem mácula. O que fazer com três centrais que rodam a este nível, quando só podem jogar dois? Problema?
Resultado de sonho, de uma equipa forte e eficaz como há muitos anos não aparecia pelo Dragão. Demonstração colectiva estrondosa, massacre puro e duro, é muito difícil e injusto destacar individualidades. O melhor FC Porto de sempre?