Está a decorrer um ciclo temporário de maus jogos – facto – a equipa vai recuperar aquilo que parece ter esquecido – dúvida – os jogadores parecem longe uns dos outros, pouco solidários, fora do seu lugar – facto – recolocar a equipa e devolver-lhe a alma ainda é possível – dúvida – o onze que entrou em S. Petersburgo tem só jogadores da época passada exceto Kléber por troca com Falcao – facto – os jogadores ainda acreditam no treinador e percebem o que ele pretende no campo – dúvida – o próximo jogo em Coimbra terá de ser uma resposta com substância – facto!
FC Porto 2 Shakhtar Donetsk 1
13/09/2011Numa prova de campeões , vem ao de cima o melhor e pior de cada equipa, de cada jogador. Com o jogo nos limites, a mínima falha paga-se caro e para a apagar, tem necessariamente de aparecer o lado contrário: o da genialidade. Assim foi a descida ao abismo – Helton – e a capacidade mental muito forte de uma equipa que percebeu que a confiança naquilo que poderia fazer seria a sua melhor arma. Hulk falhou o alvo, parecendo dizer que era perto demais para lhe acertar em cheio. Foi de longe, muito mais longe que corrigiu a pontaria, marcando um golo memorável, pleno de força e direção. O desempate chega pela genialidade de James, que abre e rasga toda uma defesa dura de rins. Kléber, em serviço mínimo, não se fez rogado e deu mais um passo rumo à confiança. A equipa passou no exame da circulação de bola, pese embora a superioridade numérica, mas claramente precisa de maior presença na área tanto pelo ar como junto à relva, parecendo por vezes prisioneira do último passe. A equipa foi ainda capaz de produzir belas jogadas, reveladoras de uma capacidade técnica individual só ao alcance de equipas de top.
Atlético Madrid 0 FC Porto 3
08/12/2009Aos poucos, a equipa solidifica e parece ter ultrapassado a crise de confiança e a má forma de alguns jogadores. Mandona, procura a bola e consegue trocá-la, aproveitando a pouca pressão de um Atlético que teria dificuldades na Liga Sagres. Alguns jogadores parecem transformados, o que vem mesmo a calhar pois aproxima-se o jogo mais importante. Falcão fez as pazes com a baliza, Hulk não se vê a perder a bola e Bruno Alves é definitivamente o patrão desta equipa que parece começar a funcionar. Os jogadores perseguem a bola, querem tê-la e sabem melhor o que fazer com ela.
Varela tem muito a ver com esta nova face: mesmo no banco hoje, já dissertou nos jogos anteriores, o que fazer com a bola, que já queimava toda a gente e que agora é fogo, mas para as defesas contrárias. Varela sabe vir buscar jogo, soltar a bola, levar a bola, parar o jogo, conquistar terreno, arrancar faltas, desiquilibrar, cruzar, marcar e defender. E sempre bem. Tudo o que a equipa parecia ter esquecido!
Enfim, temos equipa!
FC Porto 0 Chelsea FC 1
28/11/2009Mais uma vez se perdeu um jogo que dava precisamente essa sensação desde os primeiros momentos. Era um jogo perdido, só não se sabia quando. Também o Chelsea, não sabia exactamente quando, mas sabia que ganharia porque é uma equipa sólida, tem uma estratégia eficaz e não esquece os pormenores. Tudo o que o FC Porto não é, não tem e não faz. Para além disso, a classe individual dos jogadores inclina ainda mais o prato da balança. Como ninguém se decidia, que tal uma pequena ajuda? E se tirássemos Varela, que até então tinha equilibrado o seu lado, ajudando em tudo, defender, pausar, atacar, poupando-o para o Rio Ave, e metêssemos Hulk e…? O resultado seria o mesmo no final? Seria, mas o Chelsea teria de arranjar outra forma de o fazer! Outra pergunta ainda: porque é que a equipa fica tão desiquilibrada quando Hulk perde a bola bem lá na frente? Algumas respostas possíveis: os colegas querem mostrar isso mesmo, porque acham que ele deve passar a bola, os adversários são todos muito bons e conseguem sempre criar perigo ou fazer golo ou então não há solução para isso.
O que pode dar imprevisibilidade e imaginação ao futebol da equipa? Porque parece o campo enorme, com aquela forma de jogar? Onde está a equipa “à Porto”? Para onde foi a intensidade de jogo em todas as zonas do campo?
As respostas, palpita-me, não serão respondidas tão cedo. Ano zero? Com certeza que sim!
Apoel 0 FC Porto 1
05/11/2009Regresso à Champions, com um jogo recheado de oportunidades criadas, e onde apenas uma foi convertida. Jogo quase exemplar, defensivamente falando, um pouco menos perfeito no meio-campo e na frente e completamente desastrado na concretização. Quantos golos se marcarão por jogo, quando se aproveitarem metade das oportunidades mais evidentes? Até lá, é preciso esperar e esperar até ser marcado um golo que sossegue os espíritos e transforme o resultado. Alheia a todas as críticas, a equipa só pode crescer, entretanto alguns jogadores vão-nos exasperando com os seus passes errados, faltas desnecessárias e egoísmo desmesurado.

Publicado por ja 

















