Mais uma vez se perdeu um jogo que dava precisamente essa sensação desde os primeiros momentos. Era um jogo perdido, só não se sabia quando. Também o Chelsea, não sabia exactamente quando, mas sabia que ganharia porque é uma equipa sólida, tem uma estratégia eficaz e não esquece os pormenores. Tudo o que o FC Porto não é, não tem e não faz. Para além disso, a classe individual dos jogadores inclina ainda mais o prato da balança. Como ninguém se decidia, que tal uma pequena ajuda? E se tirássemos Varela, que até então tinha equilibrado o seu lado, ajudando em tudo, defender, pausar, atacar, poupando-o para o Rio Ave, e metêssemos Hulk e…? O resultado seria o mesmo no final? Seria, mas o Chelsea teria de arranjar outra forma de o fazer! Outra pergunta ainda: porque é que a equipa fica tão desiquilibrada quando Hulk perde a bola bem lá na frente? Algumas respostas possíveis: os colegas querem mostrar isso mesmo, porque acham que ele deve passar a bola, os adversários são todos muito bons e conseguem sempre criar perigo ou fazer golo ou então não há solução para isso.
O que pode dar imprevisibilidade e imaginação ao futebol da equipa? Porque parece o campo enorme, com aquela forma de jogar? Onde está a equipa “à Porto”? Para onde foi a intensidade de jogo em todas as zonas do campo?
As respostas, palpita-me, não serão respondidas tão cedo. Ano zero? Com certeza que sim!

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