FC Porto 0 Chelsea FC 1

28/11/2009

Mais uma vez se perdeu um jogo que dava precisamente essa sensação desde os primeiros momentos. Era um jogo perdido, só não se sabia quando. Também o Chelsea, não sabia exactamente quando, mas sabia que ganharia porque é uma equipa sólida, tem uma estratégia eficaz e não esquece os pormenores. Tudo o que o FC Porto não é, não tem e não faz. Para além disso,  a classe individual dos jogadores inclina ainda mais o prato da balança. Como ninguém se decidia, que tal uma pequena ajuda? E se tirássemos Varela, que até então tinha equilibrado o seu lado, ajudando em tudo, defender, pausar, atacar, poupando-o para o Rio Ave, e metêssemos Hulk e…? O resultado seria o mesmo no final? Seria, mas o Chelsea teria de arranjar outra forma de o fazer! Outra pergunta ainda: porque é que a equipa fica tão desiquilibrada quando Hulk perde a bola bem lá na frente? Algumas respostas possíveis: os colegas querem mostrar isso mesmo, porque acham que ele deve passar a bola, os adversários são todos muito bons e conseguem sempre criar perigo ou fazer golo ou então não há solução para isso.

O que pode dar imprevisibilidade e imaginação ao futebol da equipa? Porque parece o campo enorme, com aquela forma de jogar? Onde está a equipa “à Porto”? Para onde foi a intensidade de jogo em todas as zonas do campo?

As respostas, palpita-me, não serão respondidas tão cedo. Ano zero? Com certeza que sim!


Apoel 0 FC Porto 1

05/11/2009

Regresso à Champions, com um jogo recheado de oportunidades criadas, e onde apenas uma foi convertida. Jogo quase exemplar, defensivamente falando, um pouco menos perfeito no meio-campo e na frente e completamente desastrado na concretização. Quantos golos se marcarão por jogo, quando se aproveitarem metade das oportunidades mais evidentes? Até lá, é preciso esperar e esperar até ser marcado um golo que sossegue os espíritos e transforme o resultado. Alheia a todas as críticas, a equipa só pode crescer, entretanto alguns jogadores vão-nos exasperando com os seus passes errados, faltas desnecessárias e egoísmo desmesurado.

falcao


Olhanense 0 FC Porto 3

06/10/2009

Jogo fácil, onde foi possível desperdiçar golos feitos e observar, sem perceber muito bem porquê, qual a  razão para tanta intranquilidade de Helton. A defesa esteve bem, sem arranjar, novamente, faltas em zonas perigosas, embora Bruno Alves tivesse provocado confusão desnecessária num lance na grande área, prontamente aproveitado por Rabiola para uma queda espalhafatosa. Na frente, Falcao já se tornou um caso sério, repetindo a dose desta vez. Hulk jogou bastante e bem com a equipa, quase sempre pior quando optou pelo lance individual.


FC Porto 4 Leixões 1

12/09/2009

Confirmando a tendência a equipa demonstrou mais uma vez  muita facilidade em resolver os jogos em casa. Os golos foram aparecendo e só o abrandamento da segunda parte impediu o subir do marcador. Belas jogadas, desenho fácil e objectividade marcam a diferença para o FC Porto caseiro da última temporada. Rolando aparece a marcar como um ponta de lança (!) e Falcao marcou mais um para não estragar a média. Na segunda parte, quase todos desconcentraram e o nível da exibição desceu bastante! Hulk não protestou uma única vez e foi um fantástico jogador de equipa (muito bem professor!).


Hulk, em que ficamos?

12/09/2009

Sei bem que não teria um décimo da paciência de Hulk, se tivesse que passar um jogo a sofrer com as deslealdades dos adversários. Ainda por cima, quem deve decidir com justiça nem sempre o faz, o que iria complicar ainda mais as coisas. Mas Hulk é pago para tudo isso, e tem de o entender! Tem também de perceber que os jogadores que protestam, que levantam os braços, que confrontam as decisões do juiz, não vão muito longe! Isso vai apenas virar e influenciar as futuras decisões e facilita bastante o trabalho do adversário, que tem uma missão clara: o homem não pode passar e tem de ser irritado.

Os grandes jogadores passam por estas fases, e se estas se prolongam demasiado, a solução não pode ser mais simples: banco. Estabilidade emocional, capacidade de sofrimento, espírito de equipa: é isto que Hulk tem de melhorar bastante. De uma vez por todas tem de abandonar o papel de Calimero, que clamando injustiça, não consegue demonstrar tudo aquilo de que é capaz.

Para mal de todos nós, o número 1 do mundo, tem assumido esse papel nos joguitos que faz pela selecção, e naturalmente não tem ganho nada com isso. E pior não há ninguém lá dentro que lhe diga isso frontalmente.

No FC Porto há!