Resumo da matéria: FC Barcelona vs. FC Porto

26/08/2011

Mais logo, a equipa vai ter de jogar ao meiinho, correr atrás da bola e ganhá-la, perdê-la logo de seguida sem ser capaz de organizar nada, tornar a correr atrás dela, olha um passe rasgado, é só o Villa que corre isolado, Helton agarra!

Depois, aquele baixinho, passinho curto, agarra na bola, passa um, dois, três, quatro, isola Pedro que cruza e Helton agarra! O meiinho tem o dom de irritar qualquer equipa, a partir de certa altura, já só interessa agarrar a bola de qualquer forma, ou então aliviar a pressão e depois, adormecidos, parece que jogamos com os olhos, esquecendo que há caminhos que nós não vemos e que eles descobrem e pior usam. É sabido que a posse de bola tem um nome – Barcelona – e que para vencer, o FC Porto tem de saber muito bem o que fazer com ela e rapidamente, pois o destino é a bola voltar aos jogadores do Barça. Então, querido Hulk, está atento, pois quando a receberes, não tens um segundo, tens um centésimo para decidir, para arrancar, para disparar e depois podes comemorar como quiseres.

Mas é suficiente apenas um golo? Não! Nunca os gigantes tombaram com apenas um golpe! Como fazer então? Ferido, será ainda pior, tão terrível que vai parecer melhor não ter molestado o adversário! O que parecia lento, entorpecedor, vai tornar-se rápido e mais ainda, com uma rotação que não parecia possível, o meiinho alternará com os lançamentos, desmarcações e a velocidade faz falhar as pernas. Mas como acabará tudo isto?

Não sei! Decidam vocês, sejam mais do que aquilo que podem! Sejam super-heróis!

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FC Barcelona vs. FC Porto – UEFA Super Cup 2011 – Promo HD

22/08/2011

Benfica vs FC Porto – antes da visão

03/08/2010

Não é possível prever o resultado de um jogo com estas características?

Se lermos a imprensa desportiva e não só, isso é demasiado fácil. Determinados, os jornais querem apresentar antes do início do jogo, na primeira página, o resultado final, e mais, querem influenciar esse mesmo resultado. Então torna-se muito fácil adivinhar (?) o resultado de sábado: o Benfica ganha por 4-1 e o FCP será o primeiro a marcar.

Será então possível, inverter esta previsão/condenação estando do lado perdedor? A tarefa parece demasiado difícil para sequer tentar, mas vamos lá experimentar.

Em primeiro lugar, o FC Porto terá de jogar muito rápido, impondo a velocidade, com passe de qualidade e quantidade, dando a noção que com facilidade chega à frente e visa a baliza. Hulk terá o papel de espelhar tudo o que disse mais atrás: será muito rápido, terá qualidade de passe e atirará à baliza. Falcao vai prender os dois centrais e será o primeiro defesa. Para além disso, as suas diagonais vão baralhar as marcações e abrir oportunidades para quem chegar de terrenos mais atrasados. Varela será o outro avançado e terá de ser inteligente para regular a velocidade do jogo. Terá de o fazer muito bem, de forma a criar linhas de passe bem definidas, terá de ser também um grande obstáculo a qualquer coisa que comece do seu lado.

No meio campo ultra-rápido que atrás referi, jogarão Beluschi, Fernando e Moutinho. Bem, este trio é capaz de meter velocidade, mas terá de ser capaz de o fazer com qualidade e sem intermitências. A defender, também com a ajuda dos que estão à sua frente, e a atacar, saindo ao primeiro/segundo toque, sempre em progressão. Qualquer um deles, terá de ser capaz de visar a baliza com qualidade e facilidade.

O quarteto defensivo ficará com o resto do trabalho. Miguel Lopes sabe quem terá pela frente e o que acontece quando a linha é ganha, Rolando e Maicon vão ter de estar ligados à corrente todo o tempo de jogo, mais os descontos = não há faltas em sítios em que toda a gente sabe o que acontece e para isso não acontecer é preciso mais uma vez a tal velocidade e perfeição. Durante as bolas paradas e vão ser muitas, é preciso que não aconteça “A Momentary Lapse of Reason” . Álvaro Pereira terá de ser capaz de levar jogo para zonas mais avançadas e estar especialmente atento a tudo o que poderá acontecer nas suas costas.

Helton terá de ser capaz de arrumar aquele espaço onde as indecisões custam caro e ser dono e senhor da maior área possível. De longe virá o perigo muito por culpa de ressaltos imprevisíveis e então alguém tem de evitar esses tiros em zonas mais aconselháveis.

É tudo isto suficiente para evitar a derrota mais do que proclamada? Veremos!