Zenit 3 FC Porto 1

30/09/2011

Está a decorrer um ciclo temporário de maus jogos – facto – a equipa vai recuperar aquilo que parece ter esquecido – dúvida – os jogadores parecem longe uns dos outros, pouco solidários, fora do seu lugar – facto – recolocar a equipa e devolver-lhe a alma ainda é possível – dúvida – o onze que entrou em S. Petersburgo tem só jogadores da época passada exceto Kléber por troca com Falcao – facto – os jogadores ainda acreditam no treinador e percebem o que ele pretende no campo – dúvida – o próximo jogo em Coimbra terá de ser uma resposta com substância – facto!

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FC Porto 2 Shakhtar Donetsk 1

13/09/2011

Numa prova de campeões , vem ao de cima o melhor e pior de cada equipa, de cada jogador. Com o jogo nos limites, a mínima falha paga-se caro e para a apagar, tem necessariamente de aparecer o lado contrário: o da genialidade. Assim foi a descida ao abismo – Helton – e a capacidade mental muito forte de uma equipa que percebeu que a confiança naquilo que poderia fazer seria a sua melhor arma. Hulk falhou o alvo, parecendo dizer que era perto demais para lhe acertar em cheio. Foi de longe, muito mais longe que corrigiu a pontaria, marcando um golo memorável, pleno de força e direção. O desempate chega pela genialidade de James, que abre e rasga toda uma defesa dura de rins. Kléber, em serviço mínimo, não se fez rogado e deu mais um passo rumo à confiança. A equipa passou no exame da circulação de bola, pese embora a superioridade numérica, mas claramente precisa de maior presença na área tanto pelo ar como junto à relva, parecendo por vezes prisioneira do último passe. A equipa foi ainda capaz de produzir belas jogadas, reveladoras de uma capacidade técnica individual só ao alcance de equipas de top.


FC Porto vs. Shakhtar Donetsk live streaming!

13/09/2011

 


Resumo da matéria: FC Barcelona vs. FC Porto

26/08/2011

Mais logo, a equipa vai ter de jogar ao meiinho, correr atrás da bola e ganhá-la, perdê-la logo de seguida sem ser capaz de organizar nada, tornar a correr atrás dela, olha um passe rasgado, é só o Villa que corre isolado, Helton agarra!

Depois, aquele baixinho, passinho curto, agarra na bola, passa um, dois, três, quatro, isola Pedro que cruza e Helton agarra! O meiinho tem o dom de irritar qualquer equipa, a partir de certa altura, já só interessa agarrar a bola de qualquer forma, ou então aliviar a pressão e depois, adormecidos, parece que jogamos com os olhos, esquecendo que há caminhos que nós não vemos e que eles descobrem e pior usam. É sabido que a posse de bola tem um nome – Barcelona – e que para vencer, o FC Porto tem de saber muito bem o que fazer com ela e rapidamente, pois o destino é a bola voltar aos jogadores do Barça. Então, querido Hulk, está atento, pois quando a receberes, não tens um segundo, tens um centésimo para decidir, para arrancar, para disparar e depois podes comemorar como quiseres.

Mas é suficiente apenas um golo? Não! Nunca os gigantes tombaram com apenas um golpe! Como fazer então? Ferido, será ainda pior, tão terrível que vai parecer melhor não ter molestado o adversário! O que parecia lento, entorpecedor, vai tornar-se rápido e mais ainda, com uma rotação que não parecia possível, o meiinho alternará com os lançamentos, desmarcações e a velocidade faz falhar as pernas. Mas como acabará tudo isto?

Não sei! Decidam vocês, sejam mais do que aquilo que podem! Sejam super-heróis!


FC Barcelona vs. FC Porto – UEFA Super Cup 2011 – Promo HD

22/08/2011

Atlético Madrid 0 FC Porto 3

08/12/2009

Aos poucos, a equipa solidifica e parece ter ultrapassado a crise de confiança e a má forma de alguns jogadores. Mandona, procura a bola e consegue trocá-la, aproveitando a pouca pressão de um Atlético que teria dificuldades na Liga Sagres. Alguns jogadores parecem transformados, o que vem mesmo a calhar pois aproxima-se o jogo mais importante. Falcão fez as pazes com a baliza, Hulk não se vê a perder a bola e Bruno Alves é definitivamente o patrão desta equipa que parece começar a funcionar. Os jogadores perseguem a bola, querem tê-la e sabem melhor o que fazer com ela.

Varela tem muito a ver com esta nova face: mesmo no banco hoje, já dissertou nos jogos anteriores, o que fazer com a bola, que já queimava toda a gente e que agora é fogo, mas para as defesas contrárias. Varela sabe vir buscar jogo, soltar a bola, levar a bola, parar o jogo, conquistar terreno, arrancar faltas, desiquilibrar, cruzar, marcar e defender. E sempre bem. Tudo o que a equipa parecia ter esquecido!

Enfim, temos equipa!


FC Porto 0 Chelsea FC 1

28/11/2009

Mais uma vez se perdeu um jogo que dava precisamente essa sensação desde os primeiros momentos. Era um jogo perdido, só não se sabia quando. Também o Chelsea, não sabia exactamente quando, mas sabia que ganharia porque é uma equipa sólida, tem uma estratégia eficaz e não esquece os pormenores. Tudo o que o FC Porto não é, não tem e não faz. Para além disso,  a classe individual dos jogadores inclina ainda mais o prato da balança. Como ninguém se decidia, que tal uma pequena ajuda? E se tirássemos Varela, que até então tinha equilibrado o seu lado, ajudando em tudo, defender, pausar, atacar, poupando-o para o Rio Ave, e metêssemos Hulk e…? O resultado seria o mesmo no final? Seria, mas o Chelsea teria de arranjar outra forma de o fazer! Outra pergunta ainda: porque é que a equipa fica tão desiquilibrada quando Hulk perde a bola bem lá na frente? Algumas respostas possíveis: os colegas querem mostrar isso mesmo, porque acham que ele deve passar a bola, os adversários são todos muito bons e conseguem sempre criar perigo ou fazer golo ou então não há solução para isso.

O que pode dar imprevisibilidade e imaginação ao futebol da equipa? Porque parece o campo enorme, com aquela forma de jogar? Onde está a equipa “à Porto”? Para onde foi a intensidade de jogo em todas as zonas do campo?

As respostas, palpita-me, não serão respondidas tão cedo. Ano zero? Com certeza que sim!